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Depoimento de Thaís Maria, aprovada no ITA 2015
Dom, 04 de Janeiro de 2015 03:07
Olá pessoal, sou a Thais Maria, de Açu/RN, e gostaria de compartilhar um pouco da minha história até a aprovação no vestibular do ITA 2015. 
Minha cidade, mencionada acima, é bastante pequena, possui pouco mais que 50 mil habitantes e praticamente não possuía histórico de aprovações no vestibular tradicional (UFRN). Pensando nisso, meus pais transportaram-me para Natal, capital do Estado. Assim que cheguei em Natal (oitavo ano do ensino fundamental), percebi que eu era uma péssima aluna, tinha tirado uma nota abaixo da média na minha melhor matéria, História, imaginem o resto. Naquela época, o sonho do meu pai era que eu estudasse num dos melhores colégios da região, o CEFET (atualmente IFRN). Com esse intuito, criei uma das coisas que fizeram ( e fazem ) a diferença até hoje: uma rotina de estudos disciplinada, com limite de horários, com planejamento baseado no conteúdo programático e nas aulas ministradas. A partir daí, passei a ter sucesso nos meus objetivos (passei em primeiro lugar geral nas objetivas e no meu curso, para o IFRN). Acabei não entrando no IFRN, o que mudou minha vida. No meu novo colégio em Natal, acabei descobrindo o ITA por meio das questões de apostilas e dos complementos teóricos do Rumo ao ITA e comecei a me interessar no segmento. Decidida, fui fazer a prova do ITA no meu primeiro ano... Desastre completo, nunca me senti tão mal em minha vida. Percebi que ali não era o meu lugar, precisava de mais.

Por meio do próprio Rumo ao ITA, conheci o Farias Brito por meio dos materiais, encantada com o fato de eu mal conseguir fazer uma mísera questão (graças ao Judson e mais alguns outros monstros). Matriculei-me e realizei o segundo ano ITA no Farias Brito. Até hoje acho que foi o ano mais importante da minha trajetória... Minha primeira prova de matemática discursiva era vergonhosa, minhas notas começaram bastante mal, mas consegui me reerguer (capturando todo tipo de apostila antiga do Farias que eu via nos corredores, tenho até umas que seriam jogadas fora, numas caixas velhas, do Tiago Guilhon, nem sei quando ele passou) e captei a mensagem que meu colégio queria me passar, de como ser uma aluna preparada para passar no ITA. Fez um diferencial muito grande, ainda no segundo ano, ter resolvido as provas anteriores mais recentes do ITA, deu-me uma segurança tremenda do que fazer no terceiro ano. ITA 2014: eu, muito confiante, achava que não iria passar em 2014, na hora de inscrição, coloquei como Treineira. Média que eu tirei(sem inglês): 63,5 , sem levar corte em nenhuma. O que eu descobri: não tive minha discursiva corrigida por causa da minha inscrição no vestibular... Ainda assim, pensava que ainda era muito cedo e que o objetivo tinha sido alcançado ( o Teixeira,coordenador, falava que pelo menos a discursiva corrigida para os alunos do segundo ano ). Missão cumprida.

Comecei o terceiro ano com fúria nos olhos... Queria chegar no dia da prova, em Dezembro, tranquila. O que a vida fez comigo: minha avó (segunda mãe, quem me criou) e meu padrinho internados no hospital. Na época, eu comecei a me distanciar dos meus colegas de classe... Resultado: meu nível de estresse ficou tão alto que passou a não dar mais, saí do Farias Brito e voltei para o colégio de Natal, para estar mais próxima da família. Ninguém aqui estudava para o ITA, eu não tinha discursiva no meu colégio... Mesmo assim, eu me agarrei aos meus materiais e disse a mim mesma: você conhece a prova, você possui os materiais, você pode comprar livros (os dois Renatos, os peruanos de matemática, FME, peruanos de física, Tipler, Análise de Circuitos...). Fiz isso até setembro (com direito a ataques de pânico nesse meio tempo e muito estudo, claro), quando minha avó morreu (nunca tinha presenciado um enterro, não pude evitar). Depois disso eu desacreditei, estava me sentindo insegura quanto ao meu desempenho: como eu estava, em relação ao pessoal da turma ITA? Pensei em desistir. No mesmo dia, Ayrton ( do Farias Brito ) liga para mim: queremos você de volta. Estou indo na hora!! Voltei, recuperei a moral, consegui passar no IME e no ITA. Ainda hoje, todo santo dia, eu olho a página para conferir se meu nome realmente está lá. Cheguei a achar que tinham errado e estava com medo de ver minha nota por causa disso, mas deu tudo certo. Quanto ao meu padrinho, graças a Deus vivo.

O que eu acho que foi diferencial para minha aprovação: uma teoria sólida junto com capacidade de resolver problemas solucionam qualquer prova. Gostei de pensar que estudando muito fortemente a teoria de todas as matérias, as soluções se tornaram mais simples. Nunca dispense os exercícios básicos, a consolidação da teoria é fundamental para o teu processo de aprendizagem. Além disso, nunca fujam de um bom desafio: as apostilas estão difíceis? não fujam!! Eu tive muita dificuldade porque eu não tinha ninguém, mas eu fiz meu máximo para resolver mais problemas do que eu resolvi no segundo ano. E outra: se tu tem alguma dificuldade, o melhor momento para enfrentá-la é agora e com força: tinha problemas graves em física no segundo ano. Ganhei coragem e resolvi o Moysés 1 e a maior parte do 2 nas férias do meio do segundo ano. Tudo isso contando com os materiais do Rumo ao ITA, que me deram uma ajuda muito forte quando eu estava começando minha caminhada nesse segmento. Já no terceiro ano, a busca pela saúde mental fez a diferença na aprovação.
Galera, meu trajeto foi meio truncado, mas consegui alcançar meus objetivos: passei no ITA. Desejo muita sorte aos que tentarão próximo ano. 
 
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