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Depoimento de Felipe Guimarães, aprovado no ITA 2015
Dom, 04 de Janeiro de 2015 03:14
Olá. Meu nome é Felipe Guimarães. E este é meu depoimento pro rumo ao ita sobre como foi minha experiência. 2013:
Em 2013, no meio do ano, conheci um cara chamado Pedro Verdini, na Unicamp durante um curso de férias. Depois de trocarmos contato, Peter me contou sobre sua vontade de estudar no ITA e comecei a me interessar um pouco e resolvi tentar.
Devido a seriedade que mantive no ensino médio, percebi que já tinha muita base em física e matemática. Passei boa parte do tempo fazendo umas listas de exercícios que achava na internet e tirando dúvidas. Estudei bastante nesse tempo já que comecei a estudar em agosto e tinha poucos meses para a prova. Matava aula no colégio para ficar na biblioteca estudando porque realmente queria passar apesar de nessa época, eu não ter tanta vontade de estudar no ITA.
Fiz a prova do IME, passei tranquilamente pela primeira fase. Já na segunda fase, apesar de ter ido bem em matemática e física, acertei incríveis 1 (uma) questão inteira da prova discursiva de química (até hoje me pergunto como tirei 4,8 nessa prova. Percebi que nada eu sabia de química e precisaria estudar muito essa matéria se quisesse passar no ITA e na Unicamp no final do ano.
Depois da prova do IME, eu só estudava química e nada mais. Fiquei de outubro a dezembro num relacionamento fechado e exclusivo com o Peter Atkins.
Adiantou muito. Melhorei bastante em química.
Quando chegou a prova do ITA, eu percebi que tinha cometido um erro muito grava: não tinha treinado a fazer provas. Eu sabia toda a matéria que caia, mas eu simplesmente era muito lerdo. Fui bem na prova de física, acertei todas as questões que tentei (o tempo curto da prova me fez deixar umas 6 objetivas em branco e boa parte das discursivas); em matemática, também acertei todas as objetivas que tentei, acertando 13 e deixando muitas em branco. Foi justamente essa prova de matemática que me fez não passar no ITA: sendo considerada a prova mais fácil do vestibular, eu vi que sabia fazer a maioria das questões discursivas, e mesmo assim eu cometi erros grotescos que me fizeram perder várias questões. Erros como errar uma fórmula de báskhara, errar a simples leitura de um enunciado e confundir cone com cilindro, e mais alguns erros bizarros. Apesar da minha nota de química ter sido boa (a mais alta dentre as matérias), a prova de matemática me ferrou muito devido a minha incompetência em fazer provas. Minha média em matemática ficou em torno de 5, e minha média geral ficou 5,95. Fiquei decepcionado obviamente e não tinha nem intensão de ir pro ITA pois, logo após, viria minha aprovação na Unicamp e eu já estava com rumo tomado.
2014:
Uma série de acontecimentos engraçados aconteceram:
1-Minha mãe implorou de todas as maneiras pra eu não ir pra Unicamp e acabei me matriculando em engenharia na UFRJ.
2-Uma série de cursinhos me ofereceram bolsa integral. Conversando com minha família e já que iria ficar no rio de janeiro mesmo, vi que valeria a pena tentar a experiência só pra ver como é já que no momento eu não tinha interesse em ir pro IME ou pro ITA. Assim, fui para um dos cursos mesmo tendo um preconceito enorme com cursinhos.
Comecei o ano levando um cursinho e uma faculdade de engenharia ao mesmo tempo.
Antes de tudo, é bom dizer que minha experiência com o curso foi meio nula no primeiro semestre. Eu me focava mais na faculdade que no curso por dois motivos bem claro: a matéria da faculdade tava mais legal e eu não estava aprendendo muita coisa no curso. Não sei se é arrogância, mas eu já tinha estudado, seja no ensino médio ou por fora, quase toda a matéria que eles estavam ensinando. Além disso, o método usado, na minha opinião, era ruim. Era um ritmo muito corrido, que na minha opinião, fica horrível pra quem entra lá sem base nenhuma. E somado a isso tudo, sempre preferi estudar sozinho do que ser dependente de professores, desde o começo do ensino médio. Gostava de seguir a matéria no meu ritmo e estudar o que eu via que estava precisando. Muitas vezes eu ia pro cursinho, e ficava estudando cálculo, computação e fazendo alguns projetos. Resultado disso foi que minhas apostilas do primeiro semestre, 3 no total, ficaram em branco.
No final do primeiro período da faculdade, minha família me aconselhou trancar matrícula na UFRJ para focar melhor no ITA, e aceitei.
A partir daí, eu comecei a perceber que eu simplesmente não me sentia aprendendo nada no curso. Eu ia pras aulas, saia das aulas e não me sentia aprendendo nada de novo. Com isso, eu provavelmente era o aluno que mais matava aulas, indo cerca de duas vezes por semana por puro desencargo de consciência. Eu aprendia muito mais em casa, fazendo exercícios no rumo ao ita e outros lugares do que assistindo aulas do curso.
Mas Guima, você tá dizendo que não vale a pena fazer curso? Não, obviamente. Mas pelo menos pra mim, a experiência não foi agradável. Claro que tem coisas num curso que eu acho muito boas: os simulados, as apostilas e o fato de ter colegas estudando a mesma coisa que você para conversar. Porém, acho que o tempo perdido em aulas, a maioria puramente expositivas (ou seja, o professor falando e o aluno ouvindo), não compensa nem um pouco. O método usado pelo curso também pode ser muito ruim para algumas pessoas, como foi pra mim. Depois de um mês, lá pra agosto ou setembro, depois de conversar com algumas pessoas sobre isso, eu percebi que realmente não tava compensando eu ir pro curso, e comecei a simplesmente ir lá esporadicamente só pra fazer os simulados e pegar uma coisa ou outra, principalmente depois que começou a época de "fazer provas antigas do IME". Até hoje não faz muito sentido pra mim ir no curso ver resoluções de provas se eu tenho várias diferentes na internet.
Enfim, matei mais da metade das aulas do curso e não me arrependo pois, o tempo que eu estudava em casa era muito mais produtivo, além de ser muito maior.
Se eu for resumir o que a experiência de ter me matriculado num curso esse ano me fez perceber em relação ao vestibular do IME ou do ITA, eu diria o seguinte: o curso não aprova o aluno. O que faz a maioria dos alunos aprovados nessas instituições serem de curso é o fato de que a maioria desses estudam muito, muito mesmo. Estar num ambiente onde está todo mundo estudando junto acaba te fazendo estudar mais também. Em algumas pessoas, esse tipo de ambiente motiva a continuar estudando num ritmo pesado sem desistir. Provavelmente eu era um dos que menos estudava (em questão de tempo) dos que eu conheci, até hoje acho um absurdo sacrificar noites de sono pra estudar como muitas das pessoas que conheci faziam. Apesar disso não ser garantia de nada, ajuda bastante. Eu conversei com pessoas que estudavam das 7 da manhã a meia noite, todos os dias.
Acho que o que realmente me fez passar esse ano foi eu ter percebido que eu me virava muito melhor sozinho que seguindo o que o curso diz pra eu fazer. Eu vi muita gente seguindo exatamente o que o curso mandava e evoluindo muito pouco. Mas eu acho que eu não teria percebido isso tudo se eu não tivesse optado por fazer o curso, algo que parece paradoxal e contraditório. Não é necessário curso pra passar, é necessário estudar e treinar bastante.
Voltando ao meu relato e deixando de lado um pouco meus pensamentos aleatórios e revoltas internas, eu já tinha sacado desde o começo do ano que eu não precisava estudar muitas coisas a mais de teoria, e resolvi focar em ficar cada vez melhor nas resoluções de questões. Como vi que o que mais me atrapalhou na minha primeira tentativa no ITA foi os erros bizzaros sem relação com saber ou não a matéria e a questão do tempo, montei um treinamento em que eu tentava cada vez mais aumentar minha velocidade nas resoluções. Variei entre exercícios da apostila do curso e provas antigas do IME, isso no período anterior a prova do instituto militar. Junto disso, eu me penalizava por meus erros na base da porrada (recomendo isso a ninguém). Com o tempo, eu vi que fui melhorando. E depois da prova do IME (que fui relativamente bem por sinal, mas continuei cometendo erros, dessa vez na prova de física), foquei unicamente em fazer provas antigas do ITA. Fiz uma prova atrás da outra, todos os dias. Fiz vários anos de prova, sempre contando o tempo e tomando cuidado com os erros. E fui melhorando cada vez mais seguindo um rígido cronograma elaborado por um amigo meu.
Fiz a prova do ITA muito tranquilo. No fim, fui aprovado.
Depois da minha experiência, acho que a minha maior recomendação a quem está na luta, principalmente aqueles que estão sem cursinho, é tentar seguir uma rotina bem forte de estudos. Tentar elaborar metas sobre a matéria a ser aprendida e cumprí-las. E após aprender toda a matéria, focar em aprender a fazer questões. Fazer simulados (fazer os do sistema zeus, e outros possíveis de se achar na internet), fazer muitas questões, e, mais pro fim, uma quantidade bem alta de provas antigas (simulando situação real de prova). Pelo que eu vejo, a maior dificuldade de quem não faz curso é não conseguir direcionar seus estudos, muitas pessoas se sentem perdidas em relação a isso. É bom que as pessoas percebam que fazer curso não é necessário, apesar de ajudar bastante. Necessário mesmo é estudar pra cacete.
Boa sorte a todos! Abraços, Guima.
 
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