Leis
de Kepler: Johannes Kepler, matemático e astrônomo alemão, viveu
no século XVI, e é considerado o pai da astronomia moderna.
Baseado em suas observações do espaço, e cálculos,
ele descobriu 3 importantes fatos sobre a gravitação entre um
estrela e os planetas que giram em torno dela, pegando como exemplo óbvio
o nosso sistema solar. As 3 Leis de Kepler são:
1ª
Lei de Kepler: todos os planetas tem órbita elíptica
em torno de sua estrela, ou seja, em forma de uma oval. A cosmologia atual
diz que toda estrela se originou de uma nebulosa, que é um gigantesco
aglomerado de matéria, e em depois de um grande espaço de tempo
essa matéria se aglutina em um ponto de gravidade, dando origem à
estrela, e a matéria restante formam-se os planetas. À partir
disso pode-se concluir que a nebulosa solar era de certa forma plana, pois
todos os planetas, exceto plutão, se encontram orbitando em um plano
horizontal.
2ª
Lei de Kepler: um planeta varre uma certa área de órbita
em um mesmo espaço de tempo. Kepler descobriu que o Sol não
ficava no centro da elipse da órbita dos planetas, e sim um pouco mais
para o lado, e chamou o período mais perto do Sol de periélio
e o mais distante de afélio. A área que um planeta varre é
em relação ao sol, então veja o desenho:
O sol não
fica no centro, mas em um dos focos da elipse. Porém a elispse das
órbitas possuem excentricidade tão pequenas, que pode-se considerar
uma circunferência, com o Sol no centro.
A explicação para essa segunda lei é simples. Lembre-se
da conservação de energia. Quando o planeta está mais
próximo do Sol, sua energia potencial gravitacional diminui, logo sua
energia cinética aumenta. Por isso o planeta translada mais rapidamente
quando está perto do Sol.
3ª
Lei de Kepler: a lei matemática sobre a gravitação
dos planetas. Kepler disse que a razão entre o quadrado do período
de translação de um planeta(T) pelo cubo do raio médio
de sua órbitra(R) são uma constante, logo T² / R³
= constante de Kepler. Kepler descobriu essa relação empiricamente,
testando valores de todos os planetas. Mais abaixo veremos por que essa relação
é verdadeira. Essa é provavelmente a mais importante lei de
Kepler, e a mais cobrada em provas.
Gravitação: Newton, estudando a queda de objetos e o sistema
solar, propôs que massa atrai massa. Não se sabe ao certo o porquê
até hoje, mas esse é um fato, massa atrai massa. Newton postulou
uma fórmula matemática, obtida empiricamente, que é F
= G.M.m / d², onde G é a constante universal gravitacional, que
vale aproximadamente 6.67 . 10-11 unidades do SI, M e m a massa
dos corpos em questão e d a distância entre eles. Nota-se, pelo
valor de G, que a força gravitacional para ser percebida, é
necessário massas muito grandes, como planetas. Nota, para esferas
d é a distância entre os centros das esferas.
Prova
da 3ª lei de Kepler: Após a formulação
da teoria gravitacional de newton, foi possível explicar matematicamente
a 3ª lei de Kepler. Essa prova exige o conceito de resultante centrípeta,
da cinemática, e a aproximação da órbita dos planetas
para um circunferência:
Nota-se
que a única variável possível é M, então
pode-se dizer que essa constante depende apenas da massa da estrela que está
no centro. No caso da Terra, a 3ª lei de Kepler também é
válida, então todos os satélites artificiais e a lua
obedecem essa lei. A idéia de igualar a resultante centrípeta
à força gravitacional é útil também em
exercícios de satélites.
Energia
potencial gravitacional: Agora sabemos que
a atração gravitacional não é constante a qualquer
altura. Como o raio da Terra é aproximadamente 6400 km, alguns metros
de altura não fazem muita diferença. Porém quando se
fala de medidas astronômicas é o raio da Terra que fica desprezível.
Então redefinirei o conceito de energia potencial. Trata-se do trabalho
realizado para trazer um corpo do infinito até o ponto em questão.
Como a força gravitacional é atrativa, o trabalho realizado
será para frear o objeto, ou melhor, evitar que ele se acelere. Atente-se
ao fato que a energia potencial no infinito é zero. Observemos o gráfico
da força gravitacional em função da distância,
para pontos fora do corpo em questão. Lembre-se que o trabalho é
a área debaixo do gráfico.
Gravidade
dentro de um corpo: Imagine um planetaesférico
e homogêneo. Agora fazemos um buraco nele e colocamos um outro corpo
nesse buraco. Como fica a força gravitacional nesse corpo? Nesse caso,
uma parte do planeta atrai o corpo para um lado, e outra parte atrai para
o outro lado. É fácil perceber que no centro do planeta a força
é nula. Mas e em outros pontos? Para resolver esse problema vou apelar
para um espécide de Lei de Gauss, da elétrica. Desenha-se uma
esfera, com centro no centro do planeta, que passa pelo ponto em questão.
Só a parte de dentro da esfera contará no cálculo da
força. A explicação para isso é que a parte de
fora da esfera desenhada se anula. Não cabe a mim tentar provar isso
aqui, vamos tomar isso como certo. Observe:
Observe
que dentro de um planeta, a força cresce linearmente com a distância.
Agora completemos o nosso gráfico de energia potencial gravitacional:
Calcular
a energia potencial dentro do planeta agora é fácil. A área
desde R até infinito é G.M.m/R, e a área do ponto em
questão até R é fácil de se fazer, pois é
um trapézio. Não se esqueça do sinal de menos na frente.
Velocidade
de escape: Quando vemos um foguete decolar,
vemos toda a fumaça que ele solta, e dá pra imaginar a potência
das turbinas. É comum vermos em desenhos animados alguém lançando
uma pedra para cima e essa pedra não voltando mais, dando a entender
que ela saiu do campo gravitacional terrestre. Mas qual seria a força
necessária para fazer uma pedra ir embora para nunca mais voltar? Para
isso, essa pedra tem que chegar no infinito com uma velocidade, nem que seja
infinitesimal. Como a energia potencial gravitacional é nula no inifinito,
temos que Em >0. Basta a energia mecânica ser maior que zero para
a pedra sair do campo gravitacional terrestre. Agora calculemos a energia
mecânica na superfície da Terra, e vamos ver em que chegamos.
Ve é a velocidade de escape:
Em
= Ec +Epg
Em
> 0
\ Ec + Epg >0
m.Ve²/
2 - G.M.m/R >0
m.Ve²>
2.G.M.m/R
\ Ve = sqrt (2.G.M/R)
Note que
a velocidade de escape independe da massa do objeto. A física moderna
diz que a luz possui uma massa inercial, então a luz está sujeita
a campos gravitacionais. Isso foi comprovado em uma observação
de um eclipse, em que foi vista um estrela logo acima do Sol, enquanto a estrela
estava na verdade atrás do Sol. Considerando esse fato, vamos pensar
sobre buraco negro. Buraco negro é um corpo com gravidade tão
forte que nem a luz escapa. Ou seja, a velocidade de escape do buraco negro
é c(@3.108 m/s). Fazendo as contas,
e utilizando a massa do Sol como @2.1030 kg, obtemos
que o Sol teria que encolher seu raio para 3km. O Sol tem aproximadamente
696.000 km.
Corpos
com massas próximas: até
agora analisamos corpos muito grandes atraindo corpos muito pequenos. Porém,
quando corpos com massas semelhantes se atraem, quem gira em torno de quem?
A verdade é que nenhum gira em torno de nenhum, e sim ambos giram em
torno do centro de massa. A força é calculada normalmente pela
fórmula já vista. O centro de massa é calculado com um
média ponderada de massas, sendo que o centro de massa fica mais perto
do corpo de maior massa. Para calcular o centro de massa, lembre-se do módulo
anterior, coloque o referencial no centro de massa e lembre-se que o torque
resultante tem que ser nulo.